O desafio da universalização das escolas já foi atingido, porém, a qualidade do ensino continua muito precária.
O nível de qualidade do ensino nas escolas paulistanas do setor público está cada dia piorando e sem perspectivas de uma luz no fim do túnel. Crianças matriculadas na rede estadual e municipal estão passando por uma crise de aprendizado sem precedentes, porque a nova ordem educacional é que os profissionais de ensino precisam agora primeiro ensinar a aprender para depois ensinar de fato as disciplinas curriculares do período regular.
A preocupação primordial das lideranças do seguimento em universalizar as escolas prejudicou de forma agressiva a qualidade do ensino nas escolas, valendo dizer inclusive, que estrategicamente para acelerar o crescimento do índice de reconhecimento quantitativo de crianças na escola, gerou-se dramaticamente o que se pode chamar de “A universalização da precariedade do ensino básico”. Crianças no sexto ano do ensino fundamental que não sabem ler e nem escrever e que envergonhada pelas circunstâncias, abandona a frequência na escola por um semestre inteiro e ainda assim é aprovada para continuar estudando na série seguinte do ensino fundamental, profissionais desmotivados e desestimulados a desempenharem um trabalho digno, unidades escolares sem infraestrutura para manter crianças em meio período dentro da escola mas que se denomina escolas de tempo integral e por ai, vai os absurdos totalmente ignorados, subestimados e alimentados pelos senhores e senhoras do poder absoluto que brigam, lutam, disputam desesperadamente por um lugar na câmara municipal, no congresso nacional e no palácio do planalto federal.